Sítios arqueológicos revelam que passado humano do Estado ultrapassa 11 mil anos

    Você sabia que há 7 mil anos, pescadores já habitavam próximo ao rio Sucuriú e Ilha Comprida na região onde hoje é Três Lagoas (MS)? Isso e muito mais são descobertas feitas por meio do trabalho realizado pelos arqueólogos Emília Mariko Kashimoto e Gilson Rodolfo Martins, do Museu de Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (MuArq - UFMS). O trabalho deles se estende por todo o rio Paraná.
    Conforme está registrado em “Arqueologia e Paleoambiente do Rio Paraná em Mato Grosso do Sul” (2009), obra dos antropólogos, “esses sítios arqueológicos revelam que a extensão do passado humano de Mato Grosso do Sul (MS), ultrapassa onze mil anos, sendo possível que no período paleoambiental denominado Pleistoceno, popularmente conhecido como “era do gelo”, o homem pré histórico já estivesse caçando e coletando frutos e raízes nas distintas paisagens estaduais”. “O povoamento dessa área (região hoje compreendida por Três Lagoas) começou há cerca de 7 mil anos com pescadores e caçadores-coletores ao longo dos rios Sucuriú, da Ilha comprida”, disse Emília.
     Especificamente em Três Lagoas, estão trabalhando com cerca de 70 sítios arqueológicos desde 1993, um trabalho de quase 20 anos. Segundo Emília, “durante as escavações encontramos materiais de antigos pescadores como, pedra lascada, raspadores pontas de lanças, materiais utilizados há cerca de 7 mil anos”. Ainda de acordo com a arqueóloga, apesar de muitos materiais já terem sido decompostos, também foram encontradas cerâmicas que datam 1,2 mil anos. Estes povos também teriam sido agricultores segundo Emília.
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